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Domínios Morfoclimáticos do Brasil


Segundo o geógrafo Aziz Ab’Sáber, um domínio morfoclimático é todo conjunto no qual haja interação entre formas de relevo, tipos de solo, características climáticas,  hidrografia e vegetação.

Os domínios morfoclimáticos são divisões que se baseiam, nos diferentes tipos de relevos que são resultantes das condições climáticas atuais e do passado bem como na cobertura vegetal e nos tipos de solo.

Devido à extensão territorial do Brasil, vamos nos defrontar com domínios muito diferenciados uns dos outros. Esta classificação feita, segundo o geógrafo Aziz Ab’Sáber (1970), dividiu o Brasil em seis domínios:

1 - Domínio Amazônico – região norte do Brasil, com terras baixas e grande processo de sedimentação; clima e floresta equatorial;
2 - Domínio dos Cerrados – região central do Brasil, como diz o nome, vegetação tipo cerrado e inúmeros chapadões;
3 - Domínios dos Mares de Morros – região leste (litoral brasileiro), onde se encontra a floresta Atlântica que possui clima diversificado;
4 - Domínio das Caatingas – região nordestina do Brasil (polígono das secas), de formações cristalinas, área depressiva Inter montanhas e de clima semiárido;
5 - Domínio das Araucárias – região sul brasileira, área do habitat do pinheiro brasileiro (araucária), região de planalto e de clima subtropical;
6 - Domínio das Pradarias – região do sudeste gaúcho, local de coxilhas subtropicais.

 


Domínios Amazônicos

 


Possui a maior biodiversidade do planeta, esse domínio apresenta uma grande variedade de espécies animais e vegetais. 

Localização: Compreendendo cerca de 42% do território nacional, a Floresta Amazônica é considerada a maior floresta tropical do mundo e está presente nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de outros países sul-americanos.

Vegetação: pois como a área é formada por planícies e planaltos, podemos identificar três diferentes extratos na distribuição da vegetação:
- Igapó – área da floresta permanentemente alagada e onde encontramos espécies nativas como a vitória-régia, planta adaptada a essas condições de inundação.
- Mata de Várzea – áreas de inundações periódicas, de acordo com as cheias dos rios. Nesse extrato podemos destacar a presença de seringueiras (maniçoba e maçaranduba).
- Mata de Terra Firme – corresponde a áreas de terras mais altas onde encontramos árvores de grande porte, podendo atingir cerca de  65 metros. Atualmente, o desmatamento é a grande preocupação em relação a esse domínio, que vem sendo destruído por várias atividades econômicas, entre elas: crescimento da atividade agrícola, principalmente pelo cultivo de soja, aumento do número de pastagens,  implantação de projetos de mineração e a realização de atividade madeireira. 

Clima: Clima equatorial (quente e úmido) e subequatorial (com período de estiagem); Domínio de terras baixas (depressões e planícies). Presença do planalto Norte-Amazônico; Hidrografia abundante e diversificada (bacia Amazônica); Floresta Equatorial Amazônica (grande biodiversidade); Solos pouco férteis. 


Domínios Araucária


Recebe esse nome uma vez que a região está repleta de pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), conhecido como Araucária.

Localização: região sul do Brasil. Presente nas áreas centrais dos estados do Paraná Santa Catarina, além da área norte do Rio Grande do Sul.

Vegetação: é composta por árvores aciculifoliadas, com folhas em formato de agulha, predominando o pinheiro-do-paraná. Embora encontrados com abundância no passado, atualmente no Brasil restaram restritas áreas preservadas, presença de rios perenes.

Clima: subtropical, ou seja, com as estações do ano bem definidas, posto que os invernos são frios e os verões quentes, o que indica sua elevada amplitude térmica, verão com temperaturas médias de 25° e inverno com temperaturas que atingem 0°.


Domínios Caatinga


Localização: área central da região Nordeste. Quase todo território do Ceará (exceto faixa litorânea); regiões centro-oeste dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe; grande parte da região centro-oeste da Bahia; sudeste do Piauí.

Vegetação: É denominada por dois tipos de vegetação com características Xerofíticas – algumas plantas perdem as folhas na estação seca e outras possuem estruturas para armazenar água (cactáceas), que compõem uma paisagem cálida.
Espinhosa – com extratos compostos por gramíneas, arbustos e árvores de porte baixo ou médio 
(3 a 7 metros de altura), caducifólios (folhas que caem), com grande quantidade de plantas espinhosas, entremeadas de outras espécies como as cactáceas e as bromeliáceas. 

Clima: Semi-árido, é a irregularidade das chuvas, um ano chove muito, outro pouco e outro não chove nada; ou ainda, a chuva pode vir bem distribuída ou de forma concentrada.

Domínios Cerrado


O Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, ocupa cerca de dois milhões de quilômetros quadrados, quase 25% do território brasileiro. Estima-se que mais de 40% das espécies de plantas lenhosas e 50% das espécies de abelhas existentes nesse bioma sejam endêmicas.

Localização: e estende por uma vastidão de 2 milhões de km², Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Piauí e Distrito Federal, além de ser encontrado também em trechos de outros sete estados brasileiros, ocupando um quarto do território nacional.

Vegetação: é formado de arbustos e árvores de médio porte, compreende um mosaico de tipos campo limpo, campo sujo, campo cerrado e campo rupestre e as formações florestais características, vereda, mata de galeria, cerradão e mata mesofítica.

Clima: Tropical Típico, alternando estação úmida e seca.
O Cerrado vive atualmente forte descaracterização pela expansão desordenada da fronteira agrícola, que já ocupa cerca de metade da região. Mais do que sua exuberante biodiversidade, a atual devastação põe em risco uma região que é o berço das águas das principais bacias hidrográficas brasileiras, além de base da sobrevivência cultural e material de extrativistas, indígenas, quilombolas e produtores familiares agroextrativistas, que têm no uso dos seus recursos a fonte de sua subsistência e geração de renda.


Domínios Pradarias


Também conhecido por Pampa ou coxilhas.

Localização: situa-se no extremo Sul do Brasil, com predominância da formação dos pampas presentes na área meridional do estado do Rio Grande do Sul.

Vegetação: composta basicamente por gramíneas e herbáceas; relevo de planalto com presença de leves ondulações.

Clima: subtropical, com verões e primaveras chuvosos e inverno e outono secos.  

A atividade pecuária extensiva e as (monoculturas) são as principais atividades econômicas que vem afetando muito esse tipo de vegetação, queimadas criminosas, (o que leva, a partir das queimadas, ao processo de desertificação das pradarias) florestamentos. A partir disso, o solo torna-se pobre e incapaz de regenerar-se, o que acarreta a perda de diversas espécies vegetais e animais. O triste processo de arenização, originado pelo manejo inadequado das terras, e que vem se tornando frequente na região dos Pampas.

Mares de Morros

Formada por um revelo muito antigo, que é resultante da formação de dobramentos cristalinos da Era Pré-Cambriana, esse relevo sofreu intensa ação erosiva desgastada pelos agentes exógenos ou externos ao longo dos milhões de anos, o que contribuiu para a formação de morros com vertentes arredondadas, chamadas de morros em meia laranja.

Localização: os mares de morros estão localizados na faixa litorânea, abrangendo as regiões nordeste, sudeste e sul do país, quase todo território do estado de São Paulo (exceto áreas ao norte e sul); noroeste e faixa litorânea do Paraná; áreas litorâneas dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; faixa leste de Minas Gerais, todo território do Rio de Janeiro e Espírito Santo; faixa litorânea da região Nordeste. Fazem parte dos mares de morro: a Serra do Mar, Serra da Mantiqueira, Serra de Diamantina, Serra do Espinhaço (ou Serra Geral), Serra da Canastra, Serra do Caparaó, dentre outros.

Vegetação: Floresta Tropical Úmida ou Mata Atlântica, os mares de morros também são formados por áreas de restingas e mangues, encontramos espécies de folhas largas (latifoliada), espécies de mata original como: pau-brasil, jacarandá, jequitibá, cedro.

Clima: Clima tropical úmido, as chuvas concentram-se no outono e inverno. Na região Sudeste, devido a maiores altitudes, o clima é tropical de altitude com chuvas deverão, no inverno as temperaturas são mais baixas devido a altitude. No litoral a pluviosidade é elevadíssima, relevo com presença de serras (exemplos: Serra do Mar, Mantiqueira e Espinhaço); solo que sofre com a erosão provocada pelo alto índice pluviométrico (chuvas); grande parte deste domínio está ocupada por vegetação da Mata Atlântica.


Faixas de Transição


Faixas de transição são unidades paisagísticas nas quais se mesclam características dos domínios vizinhos, ou, ainda, áreas onde a instabilidade das condições ecológicas deu origem a uma interação entre elementos naturais que nada têm a ver comas características dos domínios circundantes. São áreas intermediárias entre as regiões naturais, muitas vezes agrupam características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Nessas faixas são encontradas características de dois ou mais domínios morfoclimáticos. Algumas conhecidas são o Pantanal, o Agreste e os Cocais.

Pantanal
Localizado no sudoeste de Mato Grosso e oeste de Mato Grosso do Sul, estando presente também no Paraguai e na Bolívia, o Pantanal é considerado uma das maiores planícies inundáveis do planeta. Apresenta grande biodiversidade: mais de 3.500 espécies de plantas, cerca 650 espécies de aves, 262 espécies de peixe, 1.100 espécies de borboletas. Entre os representantes da fauna estão: jacaré, veado, serpentes, capivara, papagaio, tucano, tuiuiú, onça, macaco, entre outros.

Agreste
Paisagem de transição entre a Zona da Mata nordestina e o Sertão. Essa área apresenta um clima não tão seco quanto no Sertão e nem tão úmido quanto o da Zonada Mata. A vegetação assemelha-se, em algumas áreas, à mata Atlântica; em outros, à Caatinga. A presença de matas, palmeiras, cactáceas e gramíneas é constante. O planalto da Borborema, com terrenos antigos, é a forma de relevo predominante. O Agreste abrange 3% da área total do Nordeste.  No início do Brasil Colônia, o Agreste serviu de refúgio para escravos e índios foragidos do litoral (atividade canavieira). Mais tarde, desenvolveram-se na região a pecuária, o algodão (XVIII) e o café (XIX). Atualmente, o Agreste é caracterizado por pequenas propriedades com policultura. 

Erosão Eólica


Ação causada pelo vento atuando com a retirada superficial de fragmentos mais finos, são mais visíveis nas dunas do litoral norte e nordeste do Brasil e no deserto, mas há em todo lugar descoberto de vegetação e açoitado por ventos ocasionais ou frequentes.
A deflação ocorre frequentemente em regiões de campos de dunas com a retirada preferencial de material superficial mais fino (areia, silte), permanecendo, muitas vezes, uma camada de pedregulhos e seixos atapetando a superfície erodida.
Pode ocorrer forte corrosão associada à deflação, esculpindo nas rochas formas ruiniformes e outras feições típicas de regiões desérticas e outras assoladas por fortes ventos.



Existem quatro processos erosivos provocados pela ação dos ventos:

1) Corrosão – É o desgaste físico das rochas através do atrito e impacto das partículas que são transportadas pelo vento. Esse processo também pode ser feito pela ação das águas e geleiras, mas é o vento que “esculpe” as rochas, dando as formas.

2) Abrasão – Um processo erosivo semelhante à corrosão. É o desgaste de rochas pelo atrito e impacto de partículas ou fragmentos carregados por correntes eólicas. Também pode ser causada por ações glaciais, fluviais e marinhas, como turbidez e o vai e vem de ondas.

3) Eólico – Processo de depósito sedimentar que tem o vento como agente geológico. Praias são exemplos de depósitos eólicos.

4) Deflação – É a erosão provocada pelo vento fazendo com que fragmentos superficiais mais finos sejam retirados do local, restando pedras e pedregulhos. Ocorre normalmente em campos de dunas e regiões desérticas. Também pode ocorrer forte corrosão associada à deflação.






   

Pequim está afundando.

China: Pequim está afundando 10 cm por ano pelo peso dos edifícios e população

De acordo com um novo estudo publicado na revista Remote Sensing, desde 1935 a capital da ‪‎China, Pequim, está afundando.
Segundo os pesquisadores, algumas partes do país estão descendo cerca de 10 centímetros a cada ano. Essa constatação, de acordo com os autores, deixa a população em perigo sobre a segurança da infraestrutura urbana.
De acordo com informações do Mail Online, para chegar a essa conclusão, os pesquisadores monitoraram o bombeamento de ‪‎água do solo, considerando que esta era a causa do afundamento em algumas partes da capital. Eles disseram que o distrito de Chaoyang, que possui muitos edifícios de hotéis e escritórios, também chamada de Central Business District, é a área mais afetada.


“A subsidência máxima é vista na parte oriental de Pequim, com uma taxa superior a 100 mm por ano”, escreveram os autores. Eles avaliaram esse afundamento como uma “subsidência”, que é quando a Terra afunda como uma resposta às causas geológicas ou induzidas pelo homem – como a rápida construção de edifícios maciços, estradas e outros projetos de infraestrutura, que causam um peso adicional no chão, ou o bombeamento excessivo de águas subterrâneas, feito para aumentar a demanda de água da crescente população.
Foram utilizadas imagens de satélite entre 2003 e 2010 para o estudo. Uma equipe internacional de sete cientistas e engenheiros utilizaram uma ‎tecnologia de radar INSAR, que monitora mudanças de elevação em solos.
A mesma constatação de afundamento também foi observada em New Orleans, EUA, no início do ano. As taxas mais elevadas foram registradas em Mississippi, em regiões industriais próximas a Michoud – ambas tiveram quedas anuais de até 5 centímetros.
“O alimento de terras é um risco geológico grave e ameaça a segurança da infraestrutura pública e urbana”, disseram os pesquisadores no estudo feito em Pequim. “Por isso, o monitoramento contínuo é fundamental para a detecção de potenciais riscos e concepção de estratégias de compensação”.

Estamos totalmente errados sobre o que está acontecendo dentro do manto da Terra.


Exames sísmicos mostram que o manto da ‪#‎Terra‬ guarda surpresas, que podem ajudar a explicar a formação de depósitos de ‪#‎petróleo‬ e padrões climáticos de longo prazo
O interior da Terra todo mundo sabe como é, ou pelo menos sabe como a geologia o entende. Logo depois da crosta, tem o manto superior, o manto, o núcleo externo e o núcleo propriamente dito.
Uma das partes interessantes do interior do planeta é o manto e o manto superior, que são compostos de camadas de rocha fundida, o magma, em diversos estágios de plasticidade.
No manto se movimentam ondas de “correntes convectivas”. Agora, uma compilação global do movimento dessas ondas apontou que elas se movimentam 10 vezes mais rápido do que se pensava previamente.
A descoberta da rapidez destas ondas pode explicar tudo, de como as mudanças na superfície da Terra ao longo do tempo levam à formação de depósitos de combustível, até as mudanças climáticas de longo prazo.

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“Em termos geológicos, a superfície da Terra sobe e desce como um ioiô”
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“Em termos geológicos, a superfície da Terra sobe e desce como um ioiô”, conta o geólogo Mark Hoggart, da ‪#‎Universidade‬ de Cambridge, autor do trabalho que foi publicado na Nature Geoscience.

Mistério nas profundezas

O interior do nosso planeta ainda é um mistério para a ‪#‎ciência‬. O mais fundo que já escavamos é pouco mais de 12 quilômetros (Poço Superprofundo de Kola), mal arranhando a crosta terrestre (5 a 70 km em alguns lugares).
Para descobrir a estrutura interna, os geólogos têm que se basear em medições indiretas e em modelos geofísicos. O manto, pelo que sabemos, tem cerca de 3.000 km de espessura, e é composto de rocha comprimida e mole. Qualquer atividade convectiva nesta camada tem um impacto tremendo na superfície do planeta.
“Além das tectônicas de placas, o interior do planeta que deveria ser bem tedioso está sendo forçado para cima e para baixo pela convecção do manto. Já sabíamos que isso ocorria, mas nos últimos 30 anos não tínhamos os dados para medir este movimento”, conta Hoggard.
Esta nossa ignorância está mudando, graças a perfis de reflexão sísmica de alta resolução criadas pela indústria petroleira. A técnica de perfis de reflexão sísmica é usada pelos geólogos para examinar o interior do planeta, medindo a reflexão e refração das ondas sísmicas, à medida que viajam pelo planeta. Este método pode revelar mudanças em pequena escala na espessura da crosta, o que por sua vez está relacionado à convecção do manto.
A análise de mais de 2.000 medidas de reflexão sísmica feitas ao longo dos oceanos permitiu a Hoggard a construção do primeiro banco de dados global da convecção do manto.Nestes dados, os cientistas ficaram surpresos de descobrir que a espessura da crosta no fundo dos oceanos muda com frequência, indicando que a convecção do manto está ocorrendo com maior frequência do que se esperava.

Influências globais


Estes exames podem explicar algumas coisas mais perto da crosta, como a formação de reservas de petróleo, que dependem do soterramento e compressão de sedimentos que estejam cheios de matéria orgânica em decomposição.
O próprio ‪#‎clima‬ do planeta pode ser impactado pelo movimento do manto, ao afetar os padrões de circulação dos oceanos em grande escala. A Corrente do Golfo, por exemplo, carrega água morna do Golfo do México até a costa da Europa Ocidental, antes de esfriar e mergulhar perto da Islândia.“Existem canais estreitos em torno da Islândia que permitem que a água ‘mergulhe’, se você elevá-los ou afundá-los, vai acabar afetando a circulação dos oceanos”, explica Hoggard.
Em última instância, a convecção do manto é responsável pela formação de sistemas geotérmicos, como Yellowstone, e arquipélagos como o Havaí, que surgem no meio das placas tectônicas.
“Esta é uma mudança no ponto de vista. Muitos geólogos vão examinar lugares longe das bordas das placas e pensar que são bem estáveis. O que mostramos é que estas regiões que são geralmente ignoradas são provavelmente bastante ativas”.
Fonte: Gizmodo [http://zip.net/bgtgBf]





A FORMAÇÃO POPULACIONAL DE GRAVATAL INFLUÊNCIADA PELA DESCOBERTA DA ÀGUA TERMOMINERAL

A FORMAÇÃO POPULACIONAL DE GRAVATAL INFLUÊNCIADA PELA DESCOBERTA DA ÀGUA TERMOMINERAL
Autor: ANDERSON CAETANO FERNANDES

 

RESUMO
A cidade de Gravatal está localizada ao Sul do Estado, na posição geográfica de 28°19'51"S e 49°02'06"W, possui como municípios limítrofes: Armazém (ao Norte); Imaruí e Laguna (a Leste); Braço do Norte e São Ludgero (a Oeste); e, Tubarão e Capivari de Baixo (ao Sul). O clima é temperado, com uma temperatura média anual entre 18ºC e 27ºC. O município possui uma área de 194 km², e, encontra-se a 18 metros do nível do mar. 

O relevo é constituído por uma superfície plana, ondulada e montanhosa - serras cristalinas, embasamento cristalino, formação de escudo cristalino, cujo solo álico possui baixa fertilidade, com altos teores de alumínio trocável e baixos teores de bases trocáveis, apresentando textura de argilosa a média argilosa e, em muitos casos, com cascalhos ou cascalhenta, sendo que normalmente a argila de atividade baixa, restringindo o manejo da terra (TRAVASSOS; PALMEIRA, 1992, p. 17).

O povoamento de Gravatal está ligado à crise que a Europa estava sofrendo. "O Brasil representava a terra prometida - Canaã - então o governo europeu incentivou a saída das pessoas para o nosso país" (DUARTE, 2001, p. 19). O país representava um significado melhor para suas vidas.
A grande diversidade étnica presente até hoje, deve-se ao deslocamento natural de moradores da Colônia de Santo Antônio dos Anjos da Laguna (atual Laguna) para Gravatal. Lá, os imigrantes, dividiram espaço com os índios (Bugres-Botocudos) que já existiam e usufruíam das águas termo minerais. Ainda hoje, é possível encontrar machados, pontas de flechas e lanças junto às fontes termais, deixados por este povo primitivo. O crescimento populacional da cidade teve seu ápice após a década de 60, após a descoberta das águas minerais.

Palavras chave: Gravatal, Formação Populacional e Àgua Termomineral.

1 INTRODUÇÃO


        O presente trabalho de graduação busca mostrar a influência demográfica que a descoberta da água termo mineral causou no município de Gravatal, Santa Catarina.    A cidade de Gravatal nasceu em 1961, após se emancipar de Tubarão de quem era distrito, a economia da época era basicamente agrícola, tendo também o artesanato como renda de algumas famílias. A colonização do município foi basicamente iniciada por portugueses e italianos, como destaque para as famílias: Martins de Souza, Zappelini, Agostineli e Fernandes.

            O conhecimento sobre os benefícios múltiplos de exploração da fonte termo mineral era nulo antes de 1960, porem a população já sabia da existência dessa água. Porem somente após esse período é que um grupo de jovens irmãos resolveu mandar a água para analise e posteriormente investir no turismo e exploração deste recurso.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEORICA E HISTÓRIA DE GRAVATAL
A história de Gravatal esta relacionada diretamente com a brasileira. Entre 1494, após a assinatura do Tratado de Tordesilhas, até 1801, com o tratado de Badajós, estas terras pertenciam à Espanha. Porém, com a vinda da Família Imperial para o Brasil, deu-se início a formação do Império. Nesse período as águas minerais do sudeste catarinense, foram visitadas por D. Pedro II e D. Leopoldina. As terras onde se situam Gravatal passaram a pertencer ao patrimônio imperial, reservados a princesa Isabel.
Um dos fundadores do Gravatá (nome indígena da bromélia que existiam em grande quantidade na região), daí a designação Gravatal, foi João Martins de Souza Filho Euclides de Souza e Joana de Souza, nasceu em Açores, Portugal, no ano de 1815. Veio com seus pais para o Brasil ainda jovem, desembarcando primeiramente no Rio de Janeiro. "Inquieto como era, com fantasias arrojadas, ainda moço, assumiu um destino certo" (DUARTE, 2001, p. 26).
Durante algumas saídas em busca de novas terras pelo Rio de Janeiro, conheceu a jovem descendente de índios Thomázia Anna de Jesus. "Mais forte que tudo, este jovem sonhador despertou em Thomázia um grande amor, o que os levou a dizer "sim" diante do altar concretizando então, o grande desejo de formar uma família" (DUARTE, 2001, p. 26).
Após alguns meses de casados, reuniram o que tinham e embarcaram num vapor que saiu do Rio de Janeiro para Santo Antônio dos Anjos, atual Laguna, permanecendo por algum tempo lá, até que saíram em buscas de terras produtivas.
Em 1842 instalaram-se em Gravatal, onde compraram terras, quinhentas braças de frente e mil de fundos. Tinham 12 escravos negros. Na localidade, fizeram grandes lavouras de cana-de-açúcar e mandioca, que abasteciam seus dois alambiques e dois engenhos. "Construiu várias estradas de carros de bois, que serviam para o transporte de seus produtos à Tubarão" (TRAVASSOS; PALMEIRA, 1992, p. 23). Duarte 2001 acrescenta, "observando que as águas do rio, aqui existentes, eram em grande quantidade, começou a utilizá-las, usando canoas para fazer o transporte de mercadorias. Assim, passou a ser o proprietário do Porto onde as canoas atracavam".

Imagem Retirada do Livro: DUARTE, Marisaura Medeiros. Gravatá, uma volta ao passado. Florianópolis: IOESC, 2001.

As terras que pertenciam ao Império foram dadas como dote pelo casamento da princesa Isabel com o Francês, o Conde D'Eu. Foi criada então a Companhia da Colônia Imperial de Grão Pará. Elas foram dividas em lotes de 40 hectares e oferecidas aos europeus. 

A colonização estrangeira foi introduzida nos anos de 1880 à 1885, com a chegada das famílias de Jacob May, Adolfo Kindermann e José Knabben. A colonização Italiana chegou mais tarde por volta de 1910, onde se destacam os Srs. Pedro Zappelini, Estevão Grasso e outros que fundaram a colônia até hoje existente em São Miguel. (TRAVASSOS; PALMEIRA, 1992, p. 24).

Ao chegar da Itália Pedro Zappelini iniciou um intenso comércio na região de Tubarão e Laguna. O colonizador mais tarde comprou as terras que pertenciam a Antonio Knabben e as fez de sítio de repouso e lazer paras nas folgas. "Já nas primeiras oportunidades que visitou a propriedade, no povoado de Tiradentes, percebeu que do leito do rio Gravatá afloravam veios de águas quentes" (TRAVASSOS; PALMEIRA, 1992, p. 39). Após a constatação, em seguida aconselhou seu filho Hercílio, a adquirir mais terras nas redondezas.

Ato seguinte desviaram o curso fluvial constatando o surgimento, ao longo do leito primitivo e em parte do brejo da campina, de dezenas de outros olhos de água quente. Amostras foram são recolhidas e enviadas para exames num laboratório do Rio de Janeiro. O resultado, depois de alguns meses de espera, confirma a expectativa: as  fontes eram de água mineral de alto poder radioativo, logo, com propriedades medicinais e de uma temperatura de 37 graus. (TRAVASSOS; PALMEIRA, 1992, p. 39).

Percebendo o potencial econômico que tinham encontrado, Pedro Zappelini começou a arquitetar a instalação de um complexo turístico prevendo a construção de Hotéis, restaurantes, campings e escolas. Em 1942, seu filho Hercílio Zappelini, recebeu autorização do presidente Getúlio Vargas para pesquisar a água mineral.
Visto que Pedro necessitaria de mais investidores para a realização de seu sonho, buscou sócios para a viabilização financeira da construção do complexo hoteleiro. Juntaram-se a ele: José Agostinelli, Aldo Zappelini, Ramiro Corrêa Ferreira da Silva e Hercílio Zappelini.

Persistente e organizado, planejou, arrumou novos sócios e em 1956 começou a construir o Gravatal Termas HOTEL, que mesmo antes de concluído já começa a receber os primeiros turistas do Paraná, Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, encantados com sua piscina de águas termais. (TRAVASSOS; PALMEIRA, 1992, p. 39).

A inauguração do primeiro empreendimento foi em 1961. Nesse mesmo ano, após a criação da Lei Estadual nº 802 de 20 de Dezembro, o distrito de Gravatá, emancipou-se de Tubarão, nascendo então o município de Gravatal.
Construção do Primeiro Balneario em Termas do Gravatal
Imagem do site : HTTP://www.hoteltermas.com.br acesso em 07 de junho de 2015.

Aliados à qualidade da água e à natureza relaxante, Gravatal possui hoje uma estrutura hoteleira de seis Hotéis(totalizando 1.114 leitos), um parque aquático, um camping, passeios ecológicos, mais de 240 lojas de um comércio variado, restaurantes, clínicas de terapias naturais, cafés, festas religiosas.
Por todas essas atividades a cidade possui total condições em ter um complexo turístico de qualidade, a começar pelo Turismo Rural, que aqui será apresentado através de um guia. O impresso é resultante dessa diversidade. O lazer encontrado nesta região é latente e também se faz necessária a sua divulgação.

3 O CRESCIMENTO POPULACIONAL APÓS A DESCOBERTA DA ÀGUA.

            O povoamento de Gravatal, como o da maior parte das cidades do sul do Estado, se deve ao deslocamento de moradores da Colônia de Santo Antônio dos Anjos da Laguna – a atual Laguna, que no passado abrangia toda a Região Sul. Em 1842, João Martins de Souza, um dos fundadores de Gravatal, estabeleceu-se no local, fez grandes lavouras de mandioca e cana-de-açúcar, construiu dois engenhos e dois alambiques e abriu estradas. Entre 1880 e 1885, chegaram as primeiras famílias de imigrantes italianos e em 1910, os alemães. Apesar da influência dessas etnias, a tradição açoriana dos primeiros colonizadores ainda é forte na cidade, tanto na arquitetura quanto nos hábitos populares. Gravatal foi elevada a município em dezembro de 1961. Suas terras férteis garantiam o suporte econômico através da agricultura, substituída pelo turismo como mola-mestra da economia local a partir da descoberta das termas.
            Gravatal, após os primeiros investimentos na exploração da água termal já apresentou um crescimento populacional significativo. As pessoas atraídas pelo investimento e condições de emprego migraram para a cidade de uma maneira gritante. A população entre os anos 60 e 70 praticamente triplicou. Já na década de 80 como mostra o gráfico este número foi ainda maior. As confecções se desenvolveram por conta do turismo, o comercio desenvolveu rapidamente para atender a demanda populacional, que hoje, segundo o ultimo senso é de 12 mil habitantes, sendo que 50% desta população está atrelada ao turismo e comercio.
 Vide gráfico Populacional em número populacional:
GRÁFICO 1 - INDICE POPULACIONAL DE GRAVATAL EM NÚMEROS DE HABITANTES.
Fonte: Resultados elaborados pelo SEBRAE/SC com base em dados do IBGE - apoiados no Censo Demográfico 2000 e Estimativa Populacional .


3.1 DENSIDADE DEMOGRAFICA DE GRAVATAL
Baseado nas estimativas populacionais para 2009, Gravatal possui uma densidade demográfica de 64,3 hab/km2 , conforme demonstra o Gráfico a seguir:
GRÁFICO 2 - Hab/Km²
Fonte: Resultados elaborados pelo SEBRAE/SC com base em dados do IBGE - apoiados no Censo Demográfico 2000 e Estimativa Populacional.

4. ASPECTOS SOCIAIS
Apresenta uma visão geral de Gravatal sobre o ponto de vista de seus aspectos sociais. Deste modo, realizou-se um estudo do desempenho do município nos últimos anos frente à evolução de seus indicadores de desenvolvimento humano, suas ações no campo da saúde e da educação, e da condição dos domicílios. Por fim, buscou-se levantar a presença de instituições integrantes da rede sócio assistencial do município.

4.1 INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO HUMANO
A caracterização da qualidade de vida do município apoiou-se no uso de indicadores reconhecidos e amplamente utilizados, como é o caso do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) e o Índice de Desenvolvimento Familiar. Em ambos os casos, foram avaliados aspectos relacionados à educação, longevidade, emprego e renda, acesso ao trabalho, condições habitacionais e outras variáveis que integram alguns dos indicadores de desenvolvimento humano mencionados. A variação metodológica, bem como o distanciamento do período de publicação destes indicadores, aponta diferenças, sobretudo na classificação do município, especialmente quando se estabelece comparativos entre os indicadores.

4.2 Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M)
Em 2000, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Gravatal alcançou 0,798, colocando o município na 130ª posição estadual neste indicador (Tabela 1).

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Gravatal - 1970/2000 Ano
Educação
Longevidade
Renda
IDH Municipal
Ano 1970
0,496
0,510
0,139
0,381
Ano 1980
0,587
0,546
0,543
0,559
Ano 1991
0,773
0,781
0,611
0,722
Ano 2000
0,877
0,834
0,684
0,798
Evolução no período 1970/2000
76,8%
63,5%
392,1%
109,4%

5. AS PRIMEIRAS FONTES DE ÀGUA TERMAL
Termas do Gravatal possui três captações de água mineral, todas localizadas nas dependências do Hotel Termas do Gravatal. A primeira captação, denominada Fonte Tiradentes do Gravatá, foi construída em 1956 e remodelada em 1983. Trata-se de uma caixa de captação, construída sobre a surgência natural. Ela tem um reservatório de 857.000 litros. Está encravada sobre a rocha (brecha de falha) onde fluía naturalmente água mineral para a superfície. Ela tem aproximadamente 7 metros de profundidade. É toda construída em alvenaria revestida internamente com azulejos. Possui vários visores de vidro com esquadrias de alumínio anodizado. Possui também uma casa de proteção com uma sala de máquinas onde estão localizadas as bombas que abastecem toda a estância. Apresenta uma vazão máxima de 144m3/hora. Ou 3.456.000 litros/dia.
A segunda captação, denominada Fonte Dr. Hélio Agostinelli, nome este dado em homenagem ao pai do atual presidente da Cia, foi construída no ano de 2000 para suprir a produção de envase e também o abastecimento de condomínios. Trata-se de um poço com artesianismo natural (onde a água jorra espontaneamente para fora do poço). Tem uma profundidade de 27 metros e está encravado também dentro da falha (fenda) da rocha granítica. O poço apresenta uma vazão média de 80m3/h ou 672.000 litros/dia.
Uma terceira captação, em fase de construção, é um poço artesiano com 34metros de profundidade. Apresenta uma vazão fantástica de 230 m3/h, ou 5.520.000 litros /dia. Futuramente ajudará no abastecimento dos balneários dos hotéis da Estância. Esta captação localiza-se ao lado do poço em atividade, dentro do cercado de proteção.        
  Figura 3.



Imagem do site : HTTP://www.hoteltermas.com.br acesso em 07 de junho de 2015.

5.1 Características da Água Termal
As principais características da água mineral de Gravatal são: A temperatura, mesotermal (35,1 o C), a escassez de sais minerais (oligomineral) e radioatividade na fonte (16,25 maches). Ela é fluoretada, levemente hidrocarbonatada sódica, (bicarbonatada sódica) e litinada. As características físicas, físico-químicas e químicas da água são adquiridas durante a sua passagem pelas fraturas da rocha granítica encaixante.

6 ECONOMIA DO MUNICIPIO
Ao analisar Gravatal sob o ponto de vista de seu desempenho econômico nos últimos anos. Deste modo, foram estudados aspectos como produto interno bruto, balança comercial, valor adicionado fiscal, volume de empresas e empregos, renda da população, finanças públicas e movimentações realizadas pelo setor primário. Neste período também são apresentados levantamentos de setores tradicionais, emergentes e com tendências de crescimento e participação na movimentação econômica municipal.

6.1 PRODUTO INTERNO BRUTO

Segundo dados do IBGE e da Secretaria de Estado do Planejamento de Santa Catarina, em 2006 o PIB catarinense atingiu o montante de R$ 93,2 bilhões, assegurando ao Estado a manutenção da 7ª posição relativa no ranking nacional. No mesmo ano, Gravatal aparece na 169ª posição do ranking estadual, respondendo por 0,06% da composição do PIB catarinense.
No comparativo da evolução deste indicador ao longo do período 2002-2006, o município apresentou um crescimento acumulado de 51,2%, contra um aumento
estadual de 67,2%.

Produto interno bruto a preços correntes, segundo Brasil, Santa Catarina e Gravatal no período de 2002-2006 Período
Gravatal
Santa Catarina
Brasil (R$ mil)
Produto Interno Bruto (R$ mil)
Posição estadual
Produto Interno Bruto (R$ mil)
Posição nacional
2002
39.701
171º
55.731.863
1.477.821.769
2003
51.876
167º
66.848.534
1.699.947.694
2004
53.071
177º
77.392.991
1.941.498.358
2005
59.172
170º
85.316.275
2.147.239.292
2006
60.033
169º
93.173.498
2.369.796.546
Evolução 2002/2006
51,2%
67,2%
60,4%
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais - Governo do Estado de Santa Catarina, Secretaria do Estado do Planejamento, Produto Interno Bruto dos Municípios

7.  MATERIAL E MÉTODOS

Esse estudo foi realizado através de pesquisas em livros lançados por historiadores e geógrafos especializados, através de pesquisas em sites relacionados com o tema, biblioteca do município de Gravatal, Cartorio municipal e trabalho de campo e coleta de dados nos Hotéis de Termas do Gravatal . Buscando esclarecer bem o assunto referido para entender a tese aplicada de que a água termal é fundamental para a economia do município, sendo considerada seu pulmão turístico.

8.  RESULTADOS E DISCUSSÃO

Este trabalho prendeu-se  no relato das práticas de colonização do espaço e exploração  dos recursos naturais no período colonial da História do Brasil, contou um pouco da história do município e a descoberta da fonte mineral. A agropecuária já foi bem mais forte, e hoje é responsável por cerca de 10%. Destaque para o gado de corte, com aproximadamente 13 mil animais. O rebanho total ultrapassa 20 mil bovinos, 1.374 deles vacas leiteiras. As principais produções agrícolas são de arroz (cerca de 360 hectares, com produção anual de 46,8 mil sacas), milho (160 ha e produção de 9,6 mil sacas), fumo (80 ha e produção de 136 mil kg), e feijão (60 ha e produção de 1.170 sacas). Também está neste ranking a produção de eucalipto (890 ha e 42 mil m³ de lenha) e 18.000m³ de toras. Porém o comércio aquecido pelo turismo atrativo das águas é ainda o carro chefe da economia do município.

9.  CONCLUSÃO

Gravatal respira turismo o ano todo. Atraídos pelas águas termais, milhares de turistas visitam Termas do Gravatal anualmente. Cercada por montanhas exuberantes, a cidade oportuniza o contato direto com a natureza e reservando surpresas aos que procuram descanso, saúde e relaxamento.  Paisagens bucólicas, passeios de charrete, caminhadas, culinária típica, patrimônio histórico, trilhas ecológicas, são apenas alguns dos atrativos de Termas do Gravatal. A cidade é considerada no estado a capital catarinense das águas temais. 
Conclui com esta pesquisa que a formação populacional de Gravatal foi norteada de forma convicta pela exploração da água Mineral. A descoberta da água e desenvolvimento do turismo hoteleiro foram significantes para o aumento da população. Logicamente que por ter uma extensão territorial considerável a agricultura ainda é desenvolvida e incentivada na cidade, porém, o turismo fez surgir na região o desenvolver de outras áreas que cresceram com o decorrer das décadas, tal como o comercio e as indústrias têxtil com o surgimento de diversas facções.


REFERÊNCIAS


DUARTE, Marisaura Medeiros. Gravatá, uma volta ao passado. Florianópolis: IOESC, 2001.

Associação dos jornais do interior de santa catarina – adjori. disponível em: < http://www.adjorisc.com.br/>. acesso em 12 jun. 2015.

FREITAS, Constantino Rodrigues de. Resgate Histórico. Coluna Re(pensando). Jornal Folha do Vale, edição 425, 2010.

TRAVASSOS, Vladimir; PALMEIRA, Luis. Gravatal: um pouco de sua história. Florianópolis: Paralelo 27, 1992.

BRASIL. Ministério da Educação. Índice de desenvolvimento da educação básica - IDEB. Disponível em . Acesso em: 02 jun. 2015.

BRASIL. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP. EDUDATABRASIL - Sistema de Estatísticas Educacionais. Disponível em . Acesso em: 10 Jun. 2015.

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estimativas e projeções da população. Disponível em < http://www.ibge.gov.br/servidor_arquivos_est/>. Acesso em: 08 Jun. 2015.

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Contagem da população. Disponível em . Acesso em: 05 jul. 2015.

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO – BRASIL. Atlas do desenvolvimento Humano no Brasil. Disponível em: . Acesso em: 10 jul. 2015.

Secretaria de Estado do Planejamento. Dados estatísticos municipais: Agropecuária. Disponível em . Acesso em: 22 Jun. 2015.



Imagem do hotel Termas do Gravatal na década de 80. Disponível em WWW.hoteltermas.com.br = acesso em 31de Julho de 2015.



Imagem de Termas do Gravatal atualmente . Disponível em WWW.hoteltermas.com.br = acesso em 31de Julho de 2015.




Imagem do hotel Termas do Gravatal na década de 70. Disponível em WWW.hoteltermas.com.br = acesso em 31de Julho de 2015.

Imagem retirada do Mural da recepção do Hotel Termas em Gravatal.




Imagem extraída do mural da Recepção do Hotel Internacional . Gravatal 1966. SC.


Hotel Inter Gravatal, 1998. Disponível em www.hoteltermas.com.br =acesso em 07 de agosto de 2015.





Imagem aérea atual de Termas do Gravatal. Disponível em www.hotelinternacional.com.br =acesso em 07 de agosto de 2015.

Parque Aquático Acquátivo. Disponível em www.hoteltermas.com.br = acesso em 07 de agosto de 2015.


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