Casa de Plástico Reciclado! Simplesmente incrível! Novidades e inovações; assuntos que me agradam muito e sempre compartilho com vocês! Muito interessante gente, não deixem de assistir! 👏👏👏
Da indústria de reciclagem para a construção civil. É a trajetória do plástico reciclado usado para construir casas. A ideia partiu do engenheiro civil Joaquim Caracas, da Impacto Protensão, uma empresa de engenharia do Ceará que já construiu 700 unidades no estado, inclusive um hotel de luxo, em Guaramiranga, que fica a 110 km de Fortaleza, em área de proteção ambiental do Maciço de Baturité. Num ambiente assim, nada melhor do que uma casa ecologicamente sustentável.
Fonte: http://www.gentequeinova.com.br
A igreja que se acovardou!!
Belo texto....
A covardia evangélica brasileira...
Por: Mateus Machado
A covardia evangélica brasileira...
Por: Mateus Machado
Que a igreja protestante já perdeu a sua identidade há alguns séculos, nós já temos certeza. Nós não sabemos mais, quem somos, o que somos, o que fazemos, para onde vamos, quem é o nosso senhor e qual a nossa missão.
A igreja, dita evangélica, é hoje comparada, e muito similar à Babel.
Quero apontar nesse texto, algumas áreas das quais a igreja se acovardou, e em alguns casos, a forma como isso acontece.
Espero assim, como em cada texto que escrevo, poder te ajudar. Me perdoem pelo tamanho do nosso texto de hoje, mas li, reli, avaliei e considerei cada palavra necessária. Que Deus nos ajude e nos acompanhe.
A igreja se acovarda na sua identidade.
Em algum momento, num pequeno deslize a igreja deixou de ser a comunidade daqueles que adoram a Deus. Aqueles que desejam estar lá para prestar um culto racional, que apresente de forma clara e não tão esotérica a fé que expressam, aquilo que creem, a sua confissão comunitária. Em algum lugar isso se perdeu. Deus deixou o centro, colocou-se a constituição, a reunião semanal (religiosa), seus rituais e sacramentos, as reuniões de liderança no domingo antes do culto, seus cargos eclesiásticos, etc. A igreja deixou de servir e amar para se tornar dona da verdade: que castiga e não acolhe; que pune e não ama; que recrimina e não perdoa. Essa não é a comunidade do Cristo amoroso e ressurreto que vive em nós. Não foi isso que ele veio fundamentar como pedra angular. Algo se perdeu. Cadê a comunidade da aceitação, amor, perdão, acolhimento e graça?
A igreja se acovarda na sua mensagem.
De uma mensagem onde se deveria “consolar os atribulados e atribular os consolados” (Neil Barreto), tem-se uma mensagem que levam todos ao conforto e a busca pela prosperidade e menor incômodo. Ninguém engajado no serviço humilde do bairro onde está inserido ou a cidade que se está localizada. Tudo se justifica para benefício dela mesma, templos gigantescos, poltronas mais confortáveis, e é claro que não pode faltar o ar condicionado. E gente de todo jeito, raça, cultura do nosso lado morrendo, de vazios dentro do estômago e dentro dos corações. Os ricos tem seu acúmulo justificado (a bênção de Deus), enquanto os pobres, assim o são por projeto e determinação divina, e não a falha no caráter do cristão de hoje, que está no seio da igreja. Aquela que deveria ter tudo em comum. Precisamos voltar a mensagem do conforto para quem causa confronto, e confronto para quem deseja conforto.
A igreja se acovarda no trato com as pessoas.
Aqui se encaixam, todos aqueles que considero vulneráveis: social, cultural e psicologicamente. Aqui estão os homoafetivos, os negros, os que sofrem de depressão e os pobres. Em suma, aqueles que precisam de amor.
Não é a toa que os comentários mais ridículos em relação aos assuntos citados sejam evangélicos. Que os representantes popularmente ditos homofóbicos sejam “pastores” (se é que assim podem ser chamados). Que negro é amaldiçoado, e pobre é preguiçoso. Tudo isso cabe e foi dito recentemente por nossos líderes evangélicos de “nível nacional”.
Onde está os que defendem a adúltera do apedrejamento. Os que param para ouvir a história da mulher com fluxo de sangue. Os que visitam as pessoas em situação difícil. Fazer o certo por convicção é coragem, não fazer por preservação de imagem é covardia.
A igreja se acovarda na sua inteligibilidade.
A igreja treme em conhecer. A igreja foge da filosofia, não se preocupa tanto mais com a ética e quase se abstém dos aspectos psicológicos, pontuando a psicologia, talvez, como uma rival. A igreja coloca o conhecimento como adversário da fé, enquanto deveria ser um defensor, um aspecto a ser desejado, buscado e apregoado nos nossos púlpitos.
A impressão é que cristão alienado não é somente uma realidade na maioria das comunidades locais, mas algo a ser gerado cada vez mais, porque “a razão é inimiga da fé”.
Não, a razão não é inimiga da fé, ela só não tem a palavra final. Crer é também pensar, diria John Stott. Fé não enche barriga, e títulos acadêmicos não nos levam para o céu. A fé nos impulsiona a buscar a verdade, e as verdades devem nos fazer lembrar cada vez mais da nossa fé, do conhecimento e da sabedoria daquele que conhece e criou todas as coisas.
Noto que a igreja não gosta de quem pensa, porque quem pensa dá trabalho, questiona, investiga e confronta. E a igreja não quer ovelha pensante, quer bode amarrado, cativo, sem liberdade, sem capacidade de escolher e pensar dentro dos parâmetros cristãos, gente que não deve ter liberdade para agir como pretende, muito menos de expressar o que pensa. “O apóstolo é que está certo!”
A igreja se acovarda do seu senhor.
A igreja precisa voltar a decidir quem é o seu Senhor. Se ela tem um senhor e se esse senhor é aquele que exerce mesmo o governo em seu meio. Não sei, mas acho que existe um pequeno abismo entre a igreja, o caráter do cristão atual e o caráter do Cristo que foi, é e será o mesmo.
Cristo era corajoso. Cristo não se acovardou diante das injustiças, Ele escolheu um lado para lutar, o lado do injustiçado.
E me desculpem, bater nos mais fracos, naqueles que sofreram séculos com racismo. Aqueles que são vítimas com preconceito sexual. Aqueles que já estão com a alma desesperada com suas enfermidades emocionais, sendo chamados de endemoniados é fácil.
Bater em quem não oferece perigo é fácil e culturalmente ensinado pela nossa cultura evangélica. Quero ver bater no político corrupto que quer abençoar seu ministério. Quero ver fazer crítica aos políticos que visitam nossos cultos. Quero ver combater o empresário rico da cidade que te considera guru espiritual e paga para você orar semanalmente na empresa dele.
Ou a igreja se acovarda, ou muda de nome. Pregamos uma coisa irreal, que não vivemos e não desejamos. Isso é a igreja que se acovardou, mas que ainda está em tempo de se arrepender. Que Deus nos ajude.
Em amor.
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