O Império Assírio


Meu trabalho de História sobre :O Império Assírios

Que sabe possa ajudar , boa sorte e boa leitura.



1 INTRODUÇÃO

Os assírios, de origem semita, rudes, nômades, pastores e caçadores, foram vassalos dos babilônicos por muito tempo. As lutas contra os indo-europeus favoreceram a sua ascensão, levando-os a formar um pequeno reino com sede em Assur, transferida, mais tarde, para Nínive. A belicosidade do povo, a aridez do solo e a explosão demográfica contribuíram para as conquistas assírias e a formação de um poderoso império.
Os soberanos assírios que mais se destacaram na luta pela expansão foram: SargãoII, fundador da Dinastia dos Sargônias; Senaqueribe e Assurbanipal. Embora, em teoria, fosse monarca absoluto, na realidade os nobres e cortesãos que o rodeavam, assim como os governadores que nomeava para administrar as terras conquistadas, tomavam frequentemente decisões em seu nome.
Guerreiros ferozes, os assírios impunham a dominação pelo terror. Saqueavam e destruíam, massacravam os vencidos. Os revoltosos sofriam terríveis torturas. O apogeu assírios ocorreu nos reinados de SargãoII, senaqueribe e Assurbanipal(668-626 a.C.), que tomou Tebas. A crise começou quando os egípcios se libertaram. Seguiram-se rebeliões na Fenícia, na Babilônia e em Elam, a leste da Baixa Mesopotâmia. Em 612 a.C., os medos, povo oriundos das margens do Mar Cáspio, tomaram Assur Nínive, pondo Fim ao Império Assírio.

2 DESENVOLVIMENTO


Localizado na região leste da Alta Mesopotâmia. Entre o rio Tigre e as montanhas Zagros. Seus domínios se estenderam de Elam até as fronteiras do Egito. Seu ápice foi com o rei Sargão II (722 - 705 a.C.). Com seu forte exército dominaram os israelitas, babilônios e egípcios, mas não aguentaram a pressão de um levante em Elam, juntamente com um na Babilônia, dando a oportunidade para os egípcios recuperarem sua liberdade. Logo em seguida, os medos, povo aliado aos caldeus e aos citas tomaram a capital Nínive e a destruíram, alguns dizem em 612 e outros em 606 a.C. Os assírios formaram o maior império, até então criado, antes do Império Romano.
O povo assírio resulta da mestiçagem entre as tribos de semitas chegadas da Samaria (região da Palestina) e os povos do norte do rio Tigre. A principal contribuição cultural assíria ocorreu no campo da arte e da arquitetura, especialmente no período neoassírio (1.117 a 612 a.C.). Sargão II, que reinou entre 722 - 705 a.C., ergueu palácios, templos e residência de alto luxo e esmerado padrão artístico. Os grandes zigurates foram a principal forma de arquitetura religiosa assíria, com tijolos coloridos e vitrificados. Posteriormente, Sennakerib, filho de Assurbanipal, que reinou de 705 a 681 a.C., mudou a capital para Nínive em 701 a.C.
Observe que a Assíria está localizada numa espécie de passagem; Assur na língua da região (daí o nome Assírio), Ao que tudo indica o fato de a Assíria ser uma região de passagem, portanto sempre sujeita a invasões, foi responsável pela constante preparação deste povo para a guerra.

ECONOMIA, SOCIEDADE E POLÍTICA.


A economia Assíria era baseada na agricultura, no comercio e, principalmente, nas “rendas” vindas das guerras. Os Assírios desenvolveram o arado de ferro, os carros de guerra, as lanças e outras armas do mesmo metal, ainda pouco utilizado por outros povos.
Na Assíria, a sociedade estava dividida em varias camadas. A camada dominante era composta pelo Rei, a aristocracia guerreira e os sacerdotes. Abaixo vinham os trabalhadores em geral: desde os artesãos dos centros urbanos ate os camponeses agricultores livres. Os Assírios foram um dos primeiros povos da antiguidade a se utilizar do trabalho escravo de forma mais sistemática, o que não quer dizer que a maior parte da população de trabalhadores fosse escrava.
A propriedade da terra estava concentrada nas mãos da casta sacerdotal e da coroa, que a administrava através do templo. Da mesma forma que na Suméria, havia uma espécie de sistema bancário e uma atividade comercial intensa, apesar de esta ultima ser, de certa forma, desprezada pela casta guerreira.
Os militares assírios formaram o primeiro exército organizado e o mais poderoso até então. Desenvolveram armas de ferro e carros de combate puxados por cavalos, além de cavalaria pesada individual. O controle das áreas conquistadas era mantido pelas tropas e por práticas cruéis, como a deportação e a mutilação dos vencidos. Os guerreiros e os sacerdotes desfrutavam de grandes privilégios: não pagavam tributos e eram grandes proprietários de terra. A população comum, formada por camponeses e artesãos, ficava sujeita a altos tributos e serviços forçados na construção de imensos palácios e estradas. Os assírios desenvolveram a horticultura e aperfeiçoaram o arado.
A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos sumérios. Cada cidade era devota de um deus específico (ao qual se associava a sua criação e proteção), e os deuses mais importantes dos assírios dependiam do grau de influência de suas cidades na política interna. Assur era o principal deus assírio. Os zigurates permaneceram como o centro cultural, religioso e político das cidades assírias.

A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ASSÍRIA


Mitani dominou a região da Assíria a partir de 1450 a.C. Em 1364 a.C., no entanto, os Assírios tornaram-se independentes e iniciaram sua expansão sob a liderança do Rei Assurbalit I1463 A1328 a.C.). Sempre em nome do deus “nacional”, Assur, os reis assírios justificavam sua expansão e sua belicosidade. De modo geral, à medida que iam avançando, deportavam em massa os povos dominados.
Por volta de 1112 a.C., o rei Tiglatpileser I estende o domínio assírio do mediterrâneo às montanhas da Armênia. As cidades de Assur e Nínive passam a serem consideradas as capitais do império, em especial a ultima. Mas, o domínio assírio era efêmero; quase sempre a revolta dos povos dominados fazia com que os assírios voltassem para os territórios originais.
Ao longo de sua história, o poder da Assíria dependeu quase que inteiramente de sua força militar. A infantaria compunha-se de lanceiros e arqueiros. Havia carros de combate e armas como o aríte, trave arrematada por uma peça de bronze que vários homens impulsionavam para derrubar muralhas e portas, e a catapulta, maquina capaz de arremessar pedras, lanças e outros objetos. Sapadores construíam pontes, e a cavalaria era eficiente. O rei era o comandante-chefe do exército e dirigia suas campanhas.
Embora, em teoria, fosse monarca absoluto, na realidade os nobres e cortesãos que o rodeavam, assim como os governadores que nomeava para administrar as terras conquistadas, tomavam frequentemente decisões em seu nome. As ambições e intrigas foram uma ameaça constante para a vida do governante assírio. Essa debilidade central na organização e na administração do Império Assírio foi uma das responsáveis por sua desintegração e colapso.
Assurbanipal (669 a.C. - 631 a.C.), não obstante gostando de exaltar sua selvageria e impiedade sobre os povos vencidos, não conseguiu evitar que o Egito, em 653 a.C., efetivasse sua emancipação. À independência do Egito, seguiram-se rebeliões na Fenícia, na Babilônia e no Elam. Em 625 a.C., os caldeus tomaram a Babilónia e conquistaram sua independência. Ciáxares, rei da Média, em aliança com o rei dos caldeus, invadiu Assur em 615 a.C. e, em 612 a.C., tomou Nínive, pondo fim ao Estado assírio.



3 CONSIDERAÇÕES FINAIS


A Assíria é o antigo reino de Asur (Ashur), país da Ásia, localizado ao norte da Mesopotâmia a partir da fronteira norte do atual Iraque, que surge juntamente com Elam e Mari no alto Tigre, quando obtêm, em 1450 a.C., a independência de Ur III.
Os reis assírios eram seminômades, semitas do noroeste. Suas conquistas se estenderam aos vales dos rios Tigre e Eufrates. O início do século XVIII a.C., é marcado por alguns acontecimentos políticos: queda de Ur III e a derrocada do Médio Império, no Egito. E quando surgem duas potências emergentes, Mari e Assíria. Nesse período, um rei de origem amorrita, Shamshi-Adad I (1815 - 1782 a.C.) expandiu os domínios assírios por toda a Mesopotâmia.
Suas principais cidades-estados foram Assur, Nínive e Nimrud. Revoltas internas e invasões de nômades da Ásia Central (os medos da Pérsia e os caldeus) colocam fim ao Império em 612 a.C.


REFERÊNCIAS


PEDRO, Antonio. História Antiga e Medieval. São Paulo,Moderna.

Arruda, José Jobson de A. ; Pilletti, Nelson. Toda a História: História Geral e História do Brasil. São Paulo, Ática.

SOUZA, Osvaldo Rodrigues. História Geral. São Paulo, Ática.

GALVÃO, Antônio M. As antigas civilizações do Oriente Médio; São Paulo, Ave-maria, 2003.



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